Montella Demitido: O Que Corre Mal Para a Geração de Ouro da Turquia
A Turquia demite Vincenzo Montella após quatro derrotas consecutivas na Nations League, com Calhanoglu, Yildiz e Guler ausentes no estágio de setembro-outubro.

Turquia Puxa o Gatilho em Montella Após Início Sem Vitórias na Nations League
A federação de futebol da Turquia confirmou oficialmente a demissão do selecionador Vincenzo Montella, encerrando um período que começou em setembro de 2023 e que garantiu a qualificação para o EURO 2024 e para o Mundial de 2026. De acordo com o anúncio da federação, a decisão surgiu após a Turquia perder as quatro partidas no início da sua campanha na Nations League — uma sequência que deixou a seleção nacional sem um único ponto na competição.
O timing é brutal. Montella tinha guiado a Turquia a dois grandes torneios, mas o colapso pós-Mundial provou ser decisivo. A Turquia foi eliminada do Mundial no final da fase de grupos, e a sua aventura no EURO 2024 terminou numa derrota por 2-1 contra a Áustria nos oitavos de final. Desde o Mundial, todos os jogos terminaram em derrota.
O Calendário Que Quebrou as Costas do Camelo
Fontes indicam que o sorteio da Nations League não favoreceu Montella. A Turquia foi colocada no mesmo grupo da Itália e perdeu duas vezes contra os Azzurri durante a pausa internacional de setembro-outubro. Foram também derrotados por 3-0 fora contra a Bélgica e por 1-0 em casa contra a França — uma sequência de quatro partidas que parece um quem é quem dos pesos pesados europeus.
Perder contra Itália, Bélgica e França não é uma desgraça isolada. Mas quando combinada com uma eliminação na fase de grupos do Mundial e um início sem vitórias na Nations League, o padrão tornou-se impossível de ignorar para a federação. A declaração oficial que confirma a demissão de Montella não minimizou a situação: quatro jogos, quatro derrotas, zero pontos.
Os Homens em Falta: Calhanoglu, Yildiz e Guler
De acordo com relatos, Montella esteve sem talvez os seus três jogadores mais importantes para a pausa internacional de setembro-outubro:
- Hakan Calhanoglu — o capitão e metrónomo do meio-campo
- Kenan Yildiz — a estrela da Juventus e faísca criativa
- Arda Guler — o talento do Real Madrid, amplamente considerado o atacante mais talentoso da Turquia
Isso não é um inconveniente menor. É a espinha dorsal de uma seleção nacional. Calhanoglu dita o ritmo a partir de trás, Yildiz proporciona penetração entre as linhas, e Guler oferece a qualidade imprevisível no último terço que transforma posse em golos. Sem os três, a estrutura ofensiva da Turquia foi despojada até aos seus alicerces.
No entanto, a decisão da federação sugere que a ausência dessas estrelas não foi considerada uma desculpa suficientemente grande. A confirmação oficial da demissão de Montella deixa claro que os resultados, e não as circunstâncias atenuantes, determinaram o seu destino. É uma realidade dura, mas familiar, da gestão internacional: quando os jogos são implacáveis e os resultados são piores, o treinador paga o preço.
Análises Táticas: O Que o Colapso da Turquia Revela
Do ponto de vista da análise tática, as quatro derrotas pintam o quadro de uma equipa apanhada entre duas identidades. Contra a Bélgica, uma derrota por 3-0 fora sugere que a Turquia foi incapaz de lidar com transições de elite e foi punida nos espaços deixados por um meio-campo ambicioso. Contra a França, uma derrota por 1-0 em casa aponta para um problema diferente: a incapacidade de quebrar um bloco defensivo compacto e disciplinado sem a criatividade de Yildiz e Guler.
A dupla jornada contra a Itália agravou ambos os problemas. Perder duas vezes contra os Azzurri — uma equipa que prospera no controlo do ritmo e na punição de erros — expôs a falta de controlo do meio-campo da Turquia sem Calhanoglu. A ausência do capitão forçou Montella a reorganizar o seu motor, e os resultados foram mais duas entradas na coluna de derrotas.
Esta é a lição tática central das últimas semanas de Montella: o sistema da Turquia depende muito do seu trio de estrelas. Quando estão disponíveis, a equipa pode competir com os melhores da Europa. Quando não estão, a queda é severa. Seja um problema de profundidade do plantel, um problema de inflexibilidade tática, ou ambos, é agora um problema para outra pessoa resolver.
O Que Vem a Seguir Para a Turquia?
A federação turca ainda não anunciou um sucessor, e a busca será complicada pelo facto de a campanha da Nations League já estar em sérios apuros. Quem quer que assuma o comando herda um plantel com talento genuíno de topo — Calhanoglu, Yildiz e Guler são todos comprovados a nível de clubes de elite — mas também uma equipa que se esqueceu de como ganhar.
A prioridade imediata será restaurar a solidez defensiva. Sofrer três golos contra a Bélgica e perder por pouco contra a França e a Itália sugere uma equipa que não está a fechar os jogos nem a superar os adversários em golos. Um novo treinador terá de decidir se constrói em torno do trio de estrelas ou cria um sistema que funcione sem eles.
Para Montella, o legado é misto. Qualificou a Turquia para dois grandes torneios, o que não é uma conquista pequena. Mas o futebol internacional é julgado por torneios e resultados, e um início sem vitórias na Nations League após uma eliminação na fase de grupos do Mundial ia ser sempre difícil de sobreviver.
A demissão é oficial, a busca por um substituto começa, e a geração de ouro da Turquia enfrenta um ponto de viragem crítico. Para mais análises sobre tendências do futebol internacional e de clubes, fique atento às nossas últimas notícias de futebol e às nossas dicas de apostas de IA de hoje.



